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Essa é uma ação presente em todo o festival, sendo um grande pilar de todo o pensamento do CAUSA < ações artísticas>.

Trata-se da experiência de ESTAR crítico. Diferente do entendimento de ser um crítico, como função destinada a um especialista.

Consideramos que toda pessoa pode gerar pensamento crítico sobre qualquer acontecimento ou assunto a partir do que já conhece. Isso porque entendemos que os saberes não estão isolados. Nos interessa diluir essas barreiras invisíveis que afastam, segregam e bloqueiam a penetração, a descoberta, a apropriação de universos “não autorizados” do conhecimento.

A dança contemporânea é frequentemente vista como uma área do conhecimento hermética, de difícil acesso (em vários aspectos) a um público não especializado. Enquanto proposta de Festival de Dança, com o foco em uma produção contemporânea, entendemos a importância de buscar essas vias de acesso à produção, ao pensamento e à apreciação nessa área de conhecimento e refletir sobre os mecanismos de isolamento que se fazem presentes.
Da mesma maneira, o festival pretende trazer a experiência da crítica para a rotina do trabalho do artista, que muitas vezes deixa essa prática para os que se denominam críticos de arte.

A crítica impulsiona os processos criativos, potencializa a apreciação de espetáculos, produz conhecimento e é uma importante ferramenta de colaboração artística e de aprofundamento nas situações de trocas com o público.
Durante o CAUSA <ações artísticas> pretendemos testar ferramentas que possam dar suporte a essas experiências críticas de maneira processual, a partir dos acontecimentos, da experiência com o público e com os artistas em colaboração com o Festival, além de gerar a CRÍTICA da CRÍTICA, utilizando ferramentas já existentes, desenvolvendo outras e testando essas práticas em contexto coletivo.

A partir de 2014 o TÁ CRÍTICO acontece em parceria com o COMO_clube. Com eles o CAUSA vem descobrindo/desenvolvendo essa ação entre residências e imersões no trânsito entre os contextos de Juiz de Fora e São Paulo.

Em 2015 através da mesma parceria está sendo escrito o artigo TEXTOPOEMANIFERRAMENTACRÍTICO, a ser publicado na Coleção Húmus 5, publicação brasileira de dança que terá a crítica com tema de sua quinta edição.